Tecnologia Balde Cheio

Data publicação 19/11/2015

 A Tecnologia Social Balde Cheio foi criada pela Embrapa Pecuária Sudeste como tentativa de transferir aos produtores leiteiros técnicas e avanços estudados pelos institutos de ensino e de pesquisa com o intuito de promover o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite.

      A proposta é passar ao produtor um pacote de conhecimentos e tecnologias que compreende técnicas de produção intensiva, como conservação e manejo do solo, rotação de pastagens, utilização de cana-de-açúcar e uréia no período de seca, exames nos animais, técnicas de silagem, irrigação e adubação de pastagem, dentre outras. Com isso, obtem-se ganho significativo na produtividade, otimizando o espaço e utilizando técnicas simples e de baixo custo, aumentando, consequentemente, a margem de lucro do produtor.

      No projeto Balde Cheio, a pecuária leiteira é vista como uma grande fonte geradora de renda, emprego e de importantes ações de preservação ambiental. No Vale do Rio Doce e regiões adjacentes, através do Centro de Informação e Assessoria Técnica (CIAAT) e do Núcleo de Desenvolvimento da Qualidade de Vida do Rio Doce, a Fundação Banco do Brasil (FBB) financia a aplicação da Tecnologia Social Balde Cheio. Por meio de Dias de Campo e capacitações diversas são difundidos conceitos e métodos da tecnologia e de conhecimentos acerca da pecuária. Com a produtividade elevada, os produtores de leite melhoram a renda familiar e passam a ter condições reais de acessar e honrar com os financiamentos junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para ampliar os investimentos na propriedade. Muitos melhoram a qualidade de vida da família com uma reforma da casa ou mesmo ao oferecer estudo para os filhos. Por tudo isso, voltam a ter esperança e não abandonam o campo.

     O projeto Balde Cheio é aplicado pelo CIAAT com base no programa Desenvolvimento de Comunidades Sustentáveis (DCS). Trocando em miúdos, a metodologia DCS consiste em organizar os grupos em associações ou cooperativas, administrar a propriedade rural como uma empresa, com planejamento, estabelecimento de metas e estratégias para alcançá-las. Além disso, capacita o produtor em empreendedorismo, com atividades que abordam conceitos de mercado, gestão de negócios, economia de escala e comercialização. Por fim, insere novas tecnologias e, permanentemente, monitora os grupos prestando assessoria em todos os processos.

     Na região do Vale do Rio Doce, o Balde Cheio é coordenado pelo Centro de Informação e Assessoria Técnica, constituído juridicamente como associação em 2006. Ao todo, cerca de 200 famílias são atendidas em 15 comunidades rurais dos municípios de Frei Inocêncio, Itabirinha, Divino das Laranjeiras, Mendes Pimentel, Tumiritinga, São Félix de Minas, Governador Valadares, Conselheiro Pena, Galiléia, Central de Minas, Periquito, São Geraldo da Piedade, Sabinópolis, Itaobim e São Geraldo do Baixio recebem assistência do CIAAT.  Dez técnicos, entre agrônomos, veterinário e sociólogo, prestam atendimento especializado aos produtores beneficiados pelo projeto Balde Cheio.

 

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