Silagens são produzidas no município de Naque
Data publicação 21/03/2016
Postado Por: Alexandrina Sant

 

 

Atendidos pelo Centro de Informação e Assessoria Técnica (CIAAT), através da tecnologia social Balde Cheio, os produtores Leosmar Fabrício e Edilson Ribeiro produziram em suas propriedades a silagem de capim elefante e cana-de-açúcar. O trabalho foi desenvolvido com a orientação da Zootecnista do CIAAT Regina Santos que atua na região desde julho de 2015. 

A produção de silagem consiste na técnica de conservação da forragem, e é uma alternativa para a alimentação do gado. “A Silagem é o produto final de uma fermentação anaeróbia, onde bactérias lácticas consomem principalmente açúcares disponíveis na forragem ensilada, produzindo ácidos orgânicos (ácidos láctico, acético e butírico) que abaixam o pH e mantém a forragem conservada por um determinado período de tempo”, explica a técnica Regina.  

O primeiro passo para este processo, começa com a ensilagem que consiste no corte e picagem da forragem, enchimento do silo, compactação e vedação. No sítio Descanso do Sr. Leosmar a silagem foi feita com capim-elefante, cortado um dia antes para que passasse pelo emurchecimento, ou seja, a secagem da planta no sol, processo importante para evitar fermentações indesejáveis.

Nesta propriedade, o trabalho em equipe fez toda diferença e aconteceu da seguinte maneira: Um trabalhador trazia o capim na carroça, enquanto outros picavam e, a cada 500 kg adicionava o inoculante, misturando e depois enchendo os sacos, estes, próprios para silagem, compactando com as mãos o material a cada camada. “Inoculantes microbiológicos são basicamente constituídos por bactérias lácticas homofermentativas que aceleram o processo de produção de ácidos orgânicos, e consequente queda do pH do produto final, a silagem. A cana e o capim elefante não tem todas as características necessárias para uma boa fermentação, por isso usamos o inoculante para auxiliar”, destaca Regina.  

No sítio, foram produzidas 5,5 toneladas de silagem que alimentará seis vacas em um período de trinta dias priorizando as de maior produção e as que estão no início do período de lactação. 

 

Sítio Bela Vista

 Na propriedade do Sr. Edilson, a ensilagem foi feita em dois dias. A planta utilizada foi a cana-de-açúcar que ao ser picada com a ensiladeira, era conduzida até o silo superfície, despejada, recebia o inoculante e em seguida, compactada por um trator. “A cana ensilada foi um excedente, ou seja, não foi utilizada no ano passado na época da seca. Dessa forma, além do produtor não perder a qualidade da cana, que só iria ser utilizada daqui uns meses, ele concentra sua mão de obra em poucos dias para fabricação de alimento, tornando-se menos exaustivo o fornecimento da cana para as vacas, já que não precisará se direcionar todos os dias ao canavial para cortar, carregar e picar a cana” pontuou Regina. 

No sítio, foram produzidas 14 toneladas de silagem que irá alimentar o rebanho de dez vacas por 40 dias. 

É importante destacar que nesta propriedade o trabalho teve a contribuição do maquinário (trator e ensiladeira) cedido pela prefeitura do Naque, tornando possível a ensilagem, já que é um processo que possui custos elevados para o produtor. 

 

Conheça o currículo da técnica:  

Regina Santos é Zootecnista formada pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). É mestre em Produção Animal pela mesma instituição, com linha de pesquisa em forragicultura e pastagem. É técnica de campo do projeto Balde Cheio do Centro de Informação e Assessoria Técnica (CIAAT). 

 

 

 

 

 

 

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